domingo, 1 de julho de 2012

As crianças de Erika


Descobri essa fotógrafa por acaso vendo uns vídeos no Youtube e de imediato me apaixonei pelo trabalho dela. Acho tão mágico, tão alegre, tão vivo. Não tem como não rir de alguma foto ou, pelo menos, abrir um sorriso no rosto. O trabalho de Erika Verginelli é reconhecido internacionalmente e ela tem, inclusive, ensaios publicados em revistas de moda como a Vogue. Erika fotografa principalmente crianças, bebês, grávidas e famílias, além de editoriais de moda e catálogos infantis. Ou seja, as crianças são o alvo de suas fotografias e as cores não podem faltar nunca.














Lindo demais o trabalho dela, né? Eu amo as  fotografias dela e servem de inspiração para mim. E é tão bom saber que ela vem da nossa terra, saber que o Brasil, além de seus encantos naturais, tem profissionais da arte tão bons quanto os do exterior e que levam o reconhecimento que merecem.
Para acompanhar o trabalho dela é só visitar o seu blog, e as outras redes sociais que ela tem, onde Erika conta como foi cada ensaio e, óbvio, posta fotos de cada um!

* Todas as fotos têm os direitos reservados à Erika Verginelli. 



Por Dariely Belke. 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Clube da Luta (1999)

Desculpem-me queridos amigos, mas estou quebrando a primeira e a segunda regra do Clube da Luta ao escrever esta resenha. Um filme bem no estilo de David Fincher, com violência e MUITA crítica social, que alavancou de vez a carreira de Brad Pitt (que nos anos 90 só fez filme incrível).

Baseado no livro homônimo de Chuck Palahniuk, Clube da Luta é tanto uma crítica reflexiva à sociedade quanto à mente humana. A história principal gira em torno de um narrador sem nome citado durante o filme (Edward Norton), com insônia e entediado com a própria vida. Em um avião, ele conhece Tyler Durden (Brad Pitt), um vendedor de sabonete, com quem cria uma forma primitiva de liberar toda a frustação de sua vida: o Clube da Luta.


Diretor: David Fincher
Escrito por: Chuck Oalahniuk (livro) / Jim Uhls (roteiro)
Elenco:

Edward Norton (O Incrível Hulk ; O Ilusionista)
Brad Pitt (Seven - Os Sete Pecados Capitais ; Bastardos Inglórios)
Helena Bonham Carter (Sweeney Todd - O barbeiro Demoníaco da Rua Fleet ; Hamlet)
Jared Leto (Réquiem Para um Sonho ; Mr. Nobody) 


O clube da luta começa quando Tyler pede para que o narrador lhe dê um soco, e os dois começam a brigar sem motivo algum. Essa nova forma de terapia acaba virando um clube onde homens de todas as classes e etnias se reúnem para descarregar sua raiva. Mais clubes de luta formam-se em todo o país, e e sob a liderança de Tyler, eles se transformam numa organização anti-materialista e anti-capitalista denominada "Project Mayhem" (em tradução livre, Projeto Mutilação). O narrador começa a perder o controle sobre a situação quando Tyler desaparece subitamente.

Eu nunca tinha assistido um filme que dá duas ideias totalmente difetentes ao mesmo tempo: o filme me 'pede' para parar de acreditar, mas também me diz que não há espaço - ou necessidade - para a descrença. Talvez esse comentário não faça sentido se você nunca viu o filme, ou não prestou atenção em tudo que ele estava te ofereçendo.


"Clube da Luta" é um ousado tapa na cara no consumismo. Ele questiona a realidade. É provocante e visualmente estimulante. A direção é incrivelmente brilhante. O diretor David Fincher mostra o seu melhor destruindo o tempo e o espaço, deixando pequenas coisas para deixar o filme mais claro. Edward Norton está incrível no seu papel de Narrador. Ele é um nerd com insônia que tem uma obcessão em catálogos da Ikea e tem um emprego inútil. Brad Pitt é dinâmico como Tyler Durden, um anarquista que vive numa casa abandonada e produz e vende sabonete para viver. Helena Bonham Carter também está incrível como Marla Singer, uma maníaca-depressiva-chaminé-de-cigarro. O papel dela é fundamental no desenvolvimento da história, e ela o interpreta muito bem.


Existe uma grande discussão sobre a violência apresentada no filme. Eu acho que não é uma violência gratuíta, é parte da história e se encaixa perfeitamente. É bem menos do que você veria em um filme de ação Hollywoodiano, ela é apenas concentrada em cenas específicas.Se você é sensível, talvez não gostará de assistí-lo. Há algumas cenas muito dolorosas de sangue, mas se você tem estômago para isso, então confira. Há também uma enorme reviravolta neste filme que quase rivaliza com a reviravolta no final de O Sexto Sentido. E é exatamente essa reviravolta que fez o filme ser tudo isso que é hoje.



O filme relata de forma bastante filosófica os conflitos que nós, seres humanos precisamos enfrentar diariamente. Todos nós temos um outro ser completamente diferente dentro de nós. Se não somos capazes de dominar o nosso “eu”, certamente seremos manipulados por ele.

Obviamente, não vou relevar como o filme se desenrola (e nem comentar minhas cenas favoritas), porque a melhor 'parte' do filme é descobrir que assistiu ele de um jeito totalmente errado. Assistam o filme duas vezes e se surpreendam ao descobrir que tudo estava na frente de vocês e nem perceberam.

9.3 de 10
Por Bianca Figueiredo

terça-feira, 12 de junho de 2012

Playlist: 6 (boas) músicas para se apaixonar

Sabemos como é bom estar perto e, se possível, agarrado com quem gostamos, adoramos ou amamos. Muitas vezes nos sentimos com aquela pessoa até mesmo em momentos de solidão, a resgatamos em qualquer situação e acabamos entrelaçando o pensamento com o coração. Sentimentos similares, mas tão diversos e singulares. Paixão, amor, romance... como queira chamar, às vezes até ouvimos soar uma canção que se expande pelo ar. Mas para ouvir melhor o som que vem do coração e enfatizar o amor mesmo na solidão, o Arte&Manha separou uma trilha sonora romântica para unir e sintonizar todos os amantes que não se importaram em nesse dia celebrar, pois a cada dia se importam mais em amar.


1.  You Really Got a Hold On Me - She&Him

I love you and all I want you to do is just hold me


2. Baby I'm Yours - Arctic Monkeys


 Baby I'm yours, and I'll be your until the stars fall from the sky... Yours, ultil the rivers all run dry. In other words until I die



3. Gave Me a Name - Tiago Iorc


And when life brought doubt she was always there to let you know it
when the crowd walks out she'll be standing by your side


4.  Beyond Here Lies Nothin' - Bob Dylan

You're the only love I've ever know just as long as you stay with me
the whole world is my throw


5. She Is Love - Parachute

They call her love, love, love, love, love
She is love, and she is all I need


6. Stay Young, Go Dancing - Death Cab For Cutie

Cause when she sings I hear a symphony
And I'm swallowed in sound as it echoes through me




Por Luca Gebara





terça-feira, 5 de junho de 2012

Um Dia (2011)


Comecei a assistir o filme com uma ótima ideia, e terminei com uma melhor ainda. Um dos melhores romance de 2011, na minha opnião (desculpa, Meia-Noite em Paris!). Baseado no livro escrito por David Nicholls, Um Dia conta a história de Dexter e Emma, que se conhecem na noite de formatura. Nós os vemos todos os anos no aniversário dessa data - 15 de julho.

Emma é a garota inteligente e sem sucesso, ao contrário de Dexter: sucesso e mulheres são sua vida. Durante os anos eles se distanciam e suas vidas tomam rumos diferentes. Por vezes os protagonistas nem mesmo se encontram neste dia, mas o momento de suas vidas retrata bem o contexto geral do que estava reservado para ambos.


Diretor: Lone Scherfig
Escrito por: David Nicholls (livro e roteiro)
Músicas compostas por: Rachel Portman (Never Let Me Go, A Duquesa)
(a.k.a. compositora dos meus filmes favoritos)
Elenco:
Anne Hathaway (O Diabo Veste Prada; Alice no País das Maravilhas)
Jim Sturgess (Across The Universe; A Lenda dos Guardiões)
Romola Garai (Desejo e Reparação; Scoop - O Grande Furo)

Primeiro eu queria dizer que a atuação é o que constrói ou destrói um filme - se os atores são incríveis, geralmente o filme também é. Não querendo desmerecer o resto da produção, mas se tudo é feito perfeitamente e a atuação é ruim, o filme se torna bem menos memorável. Mas Anne Hathaway e Jim Surgess me impressionaram aqui. Eles fizeram os personagens reais e acessíveis, o que todo ator de sucesso te que conseguir fazer para se tornar 'de sucesso'. Juntos, eles extravasam química.


O que eu achei mais interessante é que eu me importei de verdade com o futuro dos personagens. Eu torcia para que tudo desse certo. Eu fazia teorias de o que aconteceria com eles. Eu ri, eu chorei, eu fiquei com raiva. Filmes bons são os que mexem com o emocional de quem assiste. Esse filme apresentou todos esses elementos. Foi simples, e esperto e tudo o que vocês espera de um filme bom. Foi lindamente feito, com locações de tirar o fôlego e atuações espetaculares.  


Muitas vezes em Hollywood os personagens não parecem ser genuínos. 'Um Dia' é, honestamente, uma das histórias mais reais já contadas - não tem felicidade garantida já na primeira cena, os personagens não vivem em mundo encantado em que tudo dá certo e também explora a amizade e o amor convivendo lado à lado com o tempo e a distância. O filme mostra a jornada à felicidade de cada personagem e os obstáculos que eles enfrentam no caminho. Muitas pecinhas de um grande quebra-cabeça são mostradas durante os 20 anos (e 20 dias) mostrados durante o filme. Simples diálogos e ações são notados como esseciais em uma complexidade que faz o filme genuinamente real.


Os pequenos detalhes, como olhares, sorrisos, respirações e conversas deixadas de lado são merecedores de atenção. O vestuário utilizado no filme e a fotografia levam pontos extras. Tudo isso combinado é emocionante e inspirador. Até mesmo pensar sobre os personagens me afetou emocionalmente. Talvez porque me identifico com alguns temas usados, ou porque os atores foram incríveis. O que for que me fez gostar tanto desse filme... espero que vocês também sintam.

9.0 de 10.0

Por Bianca Figueiredo

O progresso das câmeras fotográficas


Produtos que antes apenas os profissionais poderiam ter, a preços pra lá de exorbitantes, já podem ser adquiridos por meros mortais. Refiro-me especificamente às belas e fotogênicas câmeras fotográficas. Hoje é raro encontrar alguém que não tenha uma, até as de celular valem. Nunca fomos tão modernos (haha, que engraçadinha, a tendência do ser humano é evoluir dãã) e a fotografia digital é algo relativamente novo. Pois bem, vamos direto ao ponto já que isso aqui não é uma redação de vestibular pra ficar enchendo linguiça, falaremos neste post sobre a evolução das amadas, lindas, espetaculares e extraordinárias câmeras fotográficas. Vou falar um pouco de forma generalizada, citando apenas as principais.
Há muito tempo atrás, no ano de 1816, o inventor francês Joseph Nicéphore Niépce conseguiu realizar uma imagem utilizando a câmara escura. Digamos que foi aí que a fotografia surgiu de verdade.


Seguindo anos de experiências e evolução das câmeras e de seus filmes em 1882, o inglês George Hare construiu um protótipo de uma câmara de fole que permitia passar a foto do formato horizontal para o vertical (noooosssa que evolução hein, é pois é amigos um passinho de cada vez).


Então, em 1915 surgiu a primeira câmera fotográfica que usava filme para cinema de 35mm. Ela era produzida na Alemanha. 


Em 1925 (opa já começamos a ter uma evolução maior), surge a famosa Leica, que introduziu no mercado as câmeras portáteis com filme 35mm que forneciam imagens de alta qualidade para os fotógrafos profissionais (naquela época era uma super qualidade rsrs)


Em 1957 a Hasselblad 500C foi a primeira da série V a se tornar o padrão no mercado profissional.


Já em 1963 a Kodak lançou a Instamatic, uma câmera considerada barata para os padrões da época que teve sucesso de vendas.


  E em 1975 surge a primeira câmera digital, ela pesava 4kg e gerava imagens em preto e branco, pelo menos não utilizava filmes. Mas em 1981 a Sony a aprimorou e lançou a Mavica (Magnetic Video Camera). Ela estava entre o analógico e o digital, pois armazenava as fotos coloridas em pequenos disquetes que podiam ser visualizadas na televisão.


A evolução veio em 1988 com a Fuji DS-19, essa foi a primeira câmera verdadeiramente digital. Tinha memória de 16MB mas nunca foi comercializada, só dois anos depois foi a lançada a fofinda da Dycam Model 1 que já armazenava imagens em arquivos JPEG. 


Outros modelos surgiram mas só em 1996 as câmeras começaram a tomar o formato que conhecemos hoje, a Olympus D-300L foi o grande lançamento do ano e tinha 0.8MP de resolução. Custava cerca de 900 dólares. 



Com a popularização da fotografia digital a Sony volta com força ao mercado lançando a  MVC-FD51  e só no final do século que lança o conhecido modelo CyberShot (sua líder de vendas até hoje).





A partir dos anos 2000 já era possível trabalhar profissionalmente com a fotografia digital, pois a qualidade aumentava rapidamente. A Nikon D1 foi a primeira da linha de profissionais digitais da empresa japonesa. 



A DSC-P9, da Sony, com 4MP também foi bem popular no início do século (alguém lembra?)  



Hoje frequentemente surgem novas câmeras com tamanhos, qualidade e preços acessíveis pra todo mundo! E não tem desculpa pra não eternizar os melhores momentos da sua vida. Bom, em outro post vamos falar e comparar os melhores modelos atuais. E pra ninguém ficar perdido vai aí um resuminho com ilustrações feitas ao estilo pixel art. 


video






Por Dariely Belke

sábado, 26 de maio de 2012

Lord Byron: um Ultra Romantista


Iniciando nossa viagem pelo mundo da literatura, vamos remeter ao século XIX, na era romântica, em um período puramente expressivo e apaixonante, o Romantismo. Não vou me deter no estilo literário, mas sim, em um escritor insigne da época e suas respectivas obras: Lord Byron. Pra quem curte poesia num estilo livre e todas as características da geração, Lord Byron faz jus aos príncipios; sua escrita é profunda e agradável, e sua vida, o mito de um verdadeiro boêmio.



Um poeta libertino com alma aventureira, humor vagabundo e espírito curioso, George Lord Byron, nascido no dia 22 de janeiro de 1788 em Londres, foi um dos principais escritores do Romantismo europeu. Sua vida dividiu-se na literatura, no luxo da corte e nos escândalos amorosos. Inspirou os jovens desolados do Mal do Século, servindo de poeta-modelo para os mesmos. Suas obras são caracterizadas pela melancolia, pelo sombrio e por personagens heróicos, voltados para uma era medieval; sua poesia aparenta um caráter autobiográfico, marcada pelos seus distúrbios comportamentais, com linguagem depressiva e pessimista, e aquele tom ultra romântico que viria a ser lei no movimento literário, regado por mancebos ébrios de desilusão e sofrimento.

''Sei que tudo é contra mim, poetas enraivecidos e preconceitos; mas quando uma poesia é poesia vence estes obstáculos; se não, merece o seu destino''. ( Byron, 1811)

Para ter uma ideia de sua poesia, eis algumas estrofes particularmente escolhidas do poema ''Adeus'':

"Visses nu meu peito, onde a fronte
Tu descansavas mansamente
E te tomava um calmo sono
Que perderás completamente:'' [...]

''Não te iludas contudo: o amor
Pode afundar-se devagar;
Porém não pode corações
Um golpe súbito apartar.

O teu retém a sua vida,
E o meu, também, bata sangrando;
E a eterna idéia que me aflige
É que nos vermos não tem quando.'' [...]


"Talvez conheças minhas faltas,
Minha loucura ninguém sabe;
Minha esperança, aonde tu vás,
Murcha, mas vai, que ela em ti cabe.

Abalou-se o que sinto; o orgulho,
Que o mundo não pôde curvar,
Curvou-se a ti: se a abandonaste,
Minha alma vejo-a a me deixar.

Tudo acabou - é vão falar -,
Mais vão ainda o que eu disser;
Mas forçam rumo os pensamentos
Que não podemos empecer.

Adeus! assim de ti afastado,
Cada laço estreito a perder,
O coração só e murcho e seco,
Mais que isto mal posso morrer."


É explícito o adeus à vida, à sua amada, para entregar-se a morte; fortes características da poesia de Byron e do próprio Ultra Romantismo.
Mas não só de poesia vive um poeta, né? Um poeta vive de palavras, ouso dizer... E prova disso são suas obras; eis alguns títulos famosos de Byron que valem a pena ser conferidos:

A peregrinação de Haroldo: poema em quatro cantos, que narra as viagens do cavaleiro Haroldo, abordando um estilo medieval.

Contos Orientais: é uma série de quatro contos, '' O Corsário'', ''O Jaurro'', ''Lara'' e '' A Noiva de Abido'', publicada entre 1813 e 1814.

Parisina: publicada em 1815, é uma novela em versos sobre uma triste história de amor e morte, que acontece durante o Renascimento italiano.

Manfredo: publicado em 1816, o poema dialogado, que não deixa de beirar um drama, conta a história de Manfredo pela busca do esquecimento. É cheio de encanto e fantasia, sem perder o desespero e o sofrer do protagonista; inspirou músicos como Schumam e Tchaikovski.

O Prisioneiro de Chillon: romance em versos, publicado em 1816, que conta a aspiração de um prisioneiro pela liberdade.

Caim: publicado em 1821, como o próprio nome nos lembra, a ação dramática em cinco atos foi inspirada em um conto bíblico.

Dom João: o longo canto é sem dúvida, um dos mais conhecidos de Byron, sendo considerado por alguns sua obra- prima. Depois da morte de D. José, pai de João, a história desvia a atenção para ele. O rapaz inicia uma peregrinação, e então, passa por diversas aventuras. O final da história, fica pra quem se interessar nela.




Por Daniara Ferri

terça-feira, 22 de maio de 2012

Espelho, Espelho Meu

  
 A mais nova moda de Hollywood é regravar clássicos fantásticos e HQ'S. Tanto que esse ano serão lançados dois filmes da Branca de Neve: Espelho, Espelho Meu (Mirror, Mirror), e Branca de Neve e o Caçador (Snowhite and the Hunstman). Os filmes são diferentes entre si, já que um é focado na comédia e outro no drama.  A resenha de hoje (e a minha primeira no blog!) é de Espelho, Espelho Meu, que entrou em cartaz no começo do mês. 


Diretor: Tarsem Singh
            Escrito por Melisa Wallack e Jason Keller
            Músicas compostas por Alan Menken (compositor da maioria dos clássicos da Disney desde 1989)
            Com Lilly Collins (Sem Saída; Padre) , Julia Roberts (Comer, Rezar, Amar; O Sorriso de Monalisa) , Armie Hammer (os gêmeos em A Rede Social; J. Edgar) e Nathan Lane (Os Produtores;  O Rei Leão).
            Nesse filme, a história é recontada de um jeito cômico, reforçando a ideia de feminismo e determinação. A enviuvada Rainha Má (Julia Roberts) é uma diva em fase de envelhecimento, o que aumenta seu ciúme pela beleza e juventude de sua enteada Branca de Neve (Lilly Collins). Logo descobrimos que a Rainha está falida, gastando o dinheiro do reino em festas e luxúrias, e com a chegada do Príncipe Alcott (Armie Hammer), ela deslumbra um casamento que lhe tire dessa situação.
            O filme dirigido por Tarsem tem a influência dos contos infantis escritos pelos irmãos Grimm, e por isso é um filme feito para assistir com a família. O filme é bastante colorido: os vestidos da corte são de cores vibrantes, assim como toda a suíte da Rainha Má. Mas nas cenas em que estamos no reino ou na floresta, tudo se torna cinza e desbotado. Esse foi o jeito que o diretor achou para demonstrar as diferenças entre as classes. 



Os anões são totalmente diferentes dos do clássico da Disney. Foram renomeados Butcher, Grimm, Half-Pint, Napoleon, Wolf, Chuckles e Gru! Mas eles são a salvação de um filme enrolado, e os mais engraçados também.
            Bandidos em miniatura vivendo na floresta, eles sabem como lutar e ainda usando pernas de pau! Quando Branca de Neve consegue fugir do exílio que a Rainha a manteve pelos últimos 12 anos, são eles que a acolhem, ensinam esgrima e a encorajam a tomar o Reino de volta - em troca de faxina e cafés da manhã maravilhosos.


Collins está encantadora no papel de Branca de Neve (para a minha surpresa), com uma doçura genuína que é apropriada para esta adaptação, conseguindo misturar o lado gentil e lutador da personagem muito bem. Esse papel conseguiu tirar a má impressão que eu tinha dela depois de assistir Sem Saída.
             Nas cenas em que ela sai escondida para visitar o vilarejo miserável que existe perto do castelo, a emoção da Branca de Neve em rever o lugar onde anos atrás as pessoas dançavam e cantavam transformados pela pobreza, é tocante.
            Branca de Neve tem uma consciência moral de tudo ao seu redor, até mesmo quando está lutando com o Príncipe e ao ajudar os anões à serem aceitos de volta no pequeno vilarejo.

A química entre o casal principal não me deixou arrepiada como eu estava esperando. O casal é bonitinho e consegue tirar algumas emoções de quem assiste o filme, mas não espere um romance de tirar o fôlego. A única cena que me envolveu foi quando Branca de Neve beijou o Príncipe para tirá-lo de um dos feitiços da Rainha Má. Nem mesmo nas cenas finais deles conseguiram acordar meu espírito romântico. As cenas do Príncipe com a Rainha Má durante o filme foram mais empolgantes do que as do casal apaixonado.
            Falando em casamento, o ponto alto dele foi um musical no estilo Bollywood estrelado por Branca de Neve e os Sete Anões e a aparição de uma enrugada Rainha Má. O final até conseguiu me surpreender, graças à talentosa Julia Roberts. Mas a falta de originalidade apenas faz com que esse filme se perca no meio das adaptações já lançadas.





Por Bianca Figueiredo